São linhas simples e descomprometidas que narram as minhas descobertas diárias na cidade que me viu chegar de armas e bagagens. Sentimentos, caras, conversas, olhares, descobertas, tudo o que passa por mim e me faz parar algum tempo, que me faz ficar imóvel enquanto tudo se move ao ritmo estonteante da cidade "Happiness is only real when shared." (Christopher McCandless)
23/11/12
Quentinho
Coloco-me estrategicamente a trabalhar virada para o sol, mas ele tarda em aparecer.
Talvez hoje não me venha aconchegar, não venha aquecer a tarde fria que se espera.
continuarei à espera...
Bom Dia!
Talvez hoje não me venha aconchegar, não venha aquecer a tarde fria que se espera.
continuarei à espera...
Bom Dia!
18/11/12
Ajuda Amiga
A minha greve prolongou-se por mais uns dias no que toca a vir ao blog, mas tudo se deveu à correria de loja em loja para conseguir passar uma mini DV para digital, numa aventura que um dia irei-vos contar mais detalhadamente, entretanto fiquem já com o conselho: antes de fazerem filmagens verifiquem se têm todas as condições para conseguirem passá-las para o computador, principalmente se forem "nabos"no que toca a instalar programas, como é o meu caso.
Bem, problemas à parte, hoje venho-vos falar de um assunto importante para o qual vou precisar de toda a vossa ajuda.
Para quem não sabe, algumas horas da minha semana são passadas numa associação onde faço voluntariado que se chama Associação Conversa Amiga (ACA) onde sou coordenadora de um projecto que "trabalha" com crianças, do qual irei falar-vos mais à frente.
Esta associação faz parte de quem eu sou, e é uma grande parte da minha vida pois proporcionou-me um enorme crescimento a nível pessoal e grandes amizades . Foi na ACA que descobri uma nova forma de ver e estar no mundo e estar nesta Associação é muitas vezes a melhor parte do meu dia,é o que faz com que chegue à cama,ao fim do dia, a pensar que o meu dia valeu a pena.
Costumo dizer que a ACA é uma associação diferente das outras porque cuida dos seus voluntários,não quero aqui dizer que outras também não cuidam, centrando-se na ideia de que a mudança primeira deverá ser no voluntário, que este deve ser uma pessoa que ajuda, mas que também deve ser ajudada, que deve crescer com a experiência, tornar-se mais consciente.
E o que é que nós fazemos? É simples, levamos momentos de felicidade a pessoas que se sintam sós, levamos conversas,sorrisos e por vezes abraços,"espalhamos" afectividade por alguns sítios da cidade de Lisboa e procuramos criar laços de amizade com estas pessoas que vivem na rua,com estas crianças e idosos que se sentem sós, que é coisa que os homens se esqueceram,segundo a raposa do principezinho.
Esta semana, celebramos o nosso 5º aniversário com uma grande conquista. Finalmente, a Câmara Municipal de Lisboa atribui-nos um espaço, que nos irá dar um grande alívio a nível financeiro,visto que não vamos ter de pagar renda.
Mas há um pequenino problema. O espaço está assim:
Como vêm é preciso muito trabalho e para podermos começar as obras precisamos pelo menos de 500 euros para comprarmos materiais.
E é aqui que vocês entram, sem querer abusar da vossa vontade, pedia que partilhassem este post, que ajudassem com uma pequena quantia (aquela que conseguirem dar),ou se quiserem podem também sugerir outras formas de ajuda (materiais,etc).
Quem quiser ajudar monetariamente pode fazê-lo para este nib: 0035 0063 0010 3714 4307 5
Fica aqui a minha promessa de um agradecimento muito especial a quem puder ajudar e de publicar a reportagem fotográfica desde o início das obras até o seu fim, para que possam ver o resultado da vossa ajuda!
Até amanhã!
Bem, problemas à parte, hoje venho-vos falar de um assunto importante para o qual vou precisar de toda a vossa ajuda.
Para quem não sabe, algumas horas da minha semana são passadas numa associação onde faço voluntariado que se chama Associação Conversa Amiga (ACA) onde sou coordenadora de um projecto que "trabalha" com crianças, do qual irei falar-vos mais à frente.
Esta associação faz parte de quem eu sou, e é uma grande parte da minha vida pois proporcionou-me um enorme crescimento a nível pessoal e grandes amizades . Foi na ACA que descobri uma nova forma de ver e estar no mundo e estar nesta Associação é muitas vezes a melhor parte do meu dia,é o que faz com que chegue à cama,ao fim do dia, a pensar que o meu dia valeu a pena.
Costumo dizer que a ACA é uma associação diferente das outras porque cuida dos seus voluntários,não quero aqui dizer que outras também não cuidam, centrando-se na ideia de que a mudança primeira deverá ser no voluntário, que este deve ser uma pessoa que ajuda, mas que também deve ser ajudada, que deve crescer com a experiência, tornar-se mais consciente.
E o que é que nós fazemos? É simples, levamos momentos de felicidade a pessoas que se sintam sós, levamos conversas,sorrisos e por vezes abraços,"espalhamos" afectividade por alguns sítios da cidade de Lisboa e procuramos criar laços de amizade com estas pessoas que vivem na rua,com estas crianças e idosos que se sentem sós, que é coisa que os homens se esqueceram,segundo a raposa do principezinho.
Esta semana, celebramos o nosso 5º aniversário com uma grande conquista. Finalmente, a Câmara Municipal de Lisboa atribui-nos um espaço, que nos irá dar um grande alívio a nível financeiro,visto que não vamos ter de pagar renda.
Mas há um pequenino problema. O espaço está assim:
Como vêm é preciso muito trabalho e para podermos começar as obras precisamos pelo menos de 500 euros para comprarmos materiais.
E é aqui que vocês entram, sem querer abusar da vossa vontade, pedia que partilhassem este post, que ajudassem com uma pequena quantia (aquela que conseguirem dar),ou se quiserem podem também sugerir outras formas de ajuda (materiais,etc).
Quem quiser ajudar monetariamente pode fazê-lo para este nib: 0035 0063 0010 3714 4307 5
Fica aqui a minha promessa de um agradecimento muito especial a quem puder ajudar e de publicar a reportagem fotográfica desde o início das obras até o seu fim, para que possam ver o resultado da vossa ajuda!
Até amanhã!
14/11/12
12/11/12
"I believe in yesterday"
Claro que o entusiasmo inicial me fez escrever desenfreadamente como se não houvesse amanhã. Foi mais ou menos como uma tempestade criativa aquilo que se abateu sobre mim e me fez escrever.
Sábado à noite tive oportunidade de assistir a um concerto de tributo aos Beatles. Foi só dar um saltinho ali ao lado à casa do meu vizinho "Sou", um espaço amigável e familiar na rua Maria.
O concerto fez lembrar o ambiente que envolve a família reunida na sala pronta para passar um bom serão.As cantoras no sofá entoavam as mais conhecidas, e as não tão conhecidas, músicas dos Beatles. Nós à volta delas sentados no chão, fazíamos de coro. Uns cantando as músicas do início ao fim sem hesitar, outros arriscando nos refrões e em algumas palavras, mas todos sem excepção demos o melhor de nós na hora de cantar o "Hey Jude" como se já a tivessemos cantado todos juntos num outro momento. Foi um momento alto e arrepiante e foi bom partilhá-lo com alguns amigos e com os desconhecidos sentados ao meu lado.
Vim para casa a saltitar ainda envolvida pelas melodias que me tinham abraçado nessa noite e a pensar que a vida está cá fora escondida nestes pequenos momentos de felicidade que tento agarrar e prolongar por mais algum tempo através da escrita.
As músicas não me saem agora da cabeça e farão certamente parte da banda sonora desta semana.
"nothing's gonna change my world"
até amanhã!
10/11/12
Do papel para o blog (A Beatriz volta a escrever)
Hoje escrevi a minha última página do meu "caderno de registos", a palavra diário nunca me caiu bem. Como muita gente, nunca pensei que conseguisse escrever mais do que três linhas todas rabiscadas na primeira página. O destino de todos os outros "cadernos" foi um resto de vida numa prateleira. Não sei, talvez a causa deste meu triunfo tenha sido o espelho que a capa do caderno tem (quem me conhece sabe deste meu fascínio por espelhos, e quem mo ofereceu acertou em cheio) ou talvez, não querendo cair no cliché, a velha história de escrever para sermos ouvidos.
Bem, aqui também não importa a causa estou muito feliz com a minha conquista e quis partilhá-la com vocês, ou contigo mãe porque sei que és a única leitora que não me falha, ou talvez mesmo a única.
Esta "coisa" de partilhar a escrita também é nova para mim, mas começa a fazer sentido, visto que o papel está caro,só espero que não tenha o mesmo destino dos cadernos e vá parar.... (bem, não sei bem onde residem os blogs abandonados) e para que se exerça uma grande pressão sobre a minha cabeça fica aqui o compromisso de actualização do meu blog no mínimo uma vez por semana este é um dos grandes objectivos para os meus 21 anos!!!
e é isso... espero que tal como a primeira página do meu caderno que hoje acaba, este post seja o começo de algo novo.
até amanhã!
Hoje escrevi a minha última página do meu "caderno de registos", a palavra diário nunca me caiu bem. Como muita gente, nunca pensei que conseguisse escrever mais do que três linhas todas rabiscadas na primeira página. O destino de todos os outros "cadernos" foi um resto de vida numa prateleira. Não sei, talvez a causa deste meu triunfo tenha sido o espelho que a capa do caderno tem (quem me conhece sabe deste meu fascínio por espelhos, e quem mo ofereceu acertou em cheio) ou talvez, não querendo cair no cliché, a velha história de escrever para sermos ouvidos.Bem, aqui também não importa a causa estou muito feliz com a minha conquista e quis partilhá-la com vocês, ou contigo mãe porque sei que és a única leitora que não me falha, ou talvez mesmo a única.
Esta "coisa" de partilhar a escrita também é nova para mim, mas começa a fazer sentido, visto que o papel está caro,só espero que não tenha o mesmo destino dos cadernos e vá parar.... (bem, não sei bem onde residem os blogs abandonados) e para que se exerça uma grande pressão sobre a minha cabeça fica aqui o compromisso de actualização do meu blog no mínimo uma vez por semana este é um dos grandes objectivos para os meus 21 anos!!!
e é isso... espero que tal como a primeira página do meu caderno que hoje acaba, este post seja o começo de algo novo.
até amanhã!
02/02/12
If...
"If I had my life to live over,I'd try to make more mistakes next time.
I would relax.
I would be sillier than I have been this trip.
I know of very few things I would take seriously.
I would take more chances.
I would take more trips.
I would climb more mountains,swim more rivers and watch more sunsets.
I would have more actual troubles and fewer imaginaty ones.
you see,I am one of those people who live prophylactically and sanely and sensibly.
Oh,I have had my moments and,if I had to do it over again,I'd have more of them.
In fact I'd try to have nothing else,just moments one after another.
If I HAD MY LIFE TO LIVE OVER
i would start bare- footed earlier in the spring and stay that way later in the faul.
I would play hooky more.
I would ride on more merry-go.rounds.
I'd pick more daisies"
Estas palavras não são minhas, na verdade, não sei a quem pertencem, mas lembro-me de as ler pela primeira vez quando estava numa aula, na academia de inglês e logo me "apropriei" delas .
Gosto de relê-las porque faz-me lembrar que não preciso de ter a minha vida numa folha branca para começá-la de novo, para torná-la diferente (faz sentido?), que não preciso de resoluções de ano novo, nem esperar pelo meu aniversário para torná-la menos "séria", mais proveitosa e divertida, para fazer promessas do género "este ano não vou fazer tal e vou fazer mais tal" .
Cada dia é uma nova oportunidade para mostrarmos um "eu" melhorado é uma nova oportunidade de viver o dia da melhor forma, de sermos realmente aquilo que queremos ser e fazer sem adiar, ou esperar por "dias melhores" que tardam em chegar. Cada novo dia é realmente isso é "novo" e como qualquer coisa "nova" tens o poder de fazer o que realmente queres para que chegues ao fim do dia e te consigas deitar sem nenhum "e se?" a atormentar-te o pensamento.
"If I had my life to live over,I'd try to make more mistakes next time.
I would relax.
I would be sillier than I have been this trip.
I know of very few things I would take seriously.
I would take more chances.
I would take more trips.
I would climb more mountains,swim more rivers and watch more sunsets.
I would have more actual troubles and fewer imaginaty ones.
you see,I am one of those people who live prophylactically and sanely and sensibly.
Oh,I have had my moments and,if I had to do it over again,I'd have more of them.
In fact I'd try to have nothing else,just moments one after another.
If I HAD MY LIFE TO LIVE OVER
i would start bare- footed earlier in the spring and stay that way later in the faul.
I would play hooky more.
I would ride on more merry-go.rounds.
I'd pick more daisies"
Estas palavras não são minhas, na verdade, não sei a quem pertencem, mas lembro-me de as ler pela primeira vez quando estava numa aula, na academia de inglês e logo me "apropriei" delas .
Gosto de relê-las porque faz-me lembrar que não preciso de ter a minha vida numa folha branca para começá-la de novo, para torná-la diferente (faz sentido?), que não preciso de resoluções de ano novo, nem esperar pelo meu aniversário para torná-la menos "séria", mais proveitosa e divertida, para fazer promessas do género "este ano não vou fazer tal e vou fazer mais tal" .
Cada dia é uma nova oportunidade para mostrarmos um "eu" melhorado é uma nova oportunidade de viver o dia da melhor forma, de sermos realmente aquilo que queremos ser e fazer sem adiar, ou esperar por "dias melhores" que tardam em chegar. Cada novo dia é realmente isso é "novo" e como qualquer coisa "nova" tens o poder de fazer o que realmente queres para que chegues ao fim do dia e te consigas deitar sem nenhum "e se?" a atormentar-te o pensamento.
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