Sempre quis ter o cabelo comprido e após várias tentativas, muito esforço e resistência (para que ninguém me convencesse a cortá-lo) consegui chegar ao comprimento desejado.
O que acontece é que, no que se trata à minha pessoa, ter cabelo comprido não é de todo a melhor opção e ainda estou a tentar aprender viver com ele, sendo que:
é uma ilusão achar que acordamos com o cabelo perfeito como nos filmes; como não há tempo resolve-se com um rabo-de-cavalo mal amanhado no topo da cabeça;
todos os dias o cabelo vai parar a dentro da sopa enquanto falo efusivamente com quem quer que esteja a almoçar comigo que faz o reparo;
não há orçamento para a quantidade de shampoos e amaciadores que se gastam;
quando vou fechar o casaco das crianças é rara a vez que não fico com o cabelo entalado no zipper;
sou o alvo perfeito na escola para brincar aos cabeleireiros (e é doloroso);
penteio o cabelo de manhã, e à tarde tenho rastas;
é ainda mais desafiante tentar não apanhar piolhos.
Posto isto;
amanhã vou cortá-lo pelos ombros!
com amor,
Beatriz
São linhas simples e descomprometidas que narram as minhas descobertas diárias na cidade que me viu chegar de armas e bagagens. Sentimentos, caras, conversas, olhares, descobertas, tudo o que passa por mim e me faz parar algum tempo, que me faz ficar imóvel enquanto tudo se move ao ritmo estonteante da cidade "Happiness is only real when shared." (Christopher McCandless)
01/03/18
21/02/18
côco junta-se à equipa
Mais um processo de co-educação, vamos ver se este corre melhor do que o anterior.
Sê bem-vinda à equipa Côco esperemos que sejas feliz e que me ensines sobre tudo aquilo que não sei porque nunca tive um cão*
Sê bem-vinda à equipa Côco esperemos que sejas feliz e que me ensines sobre tudo aquilo que não sei porque nunca tive um cão*
16/02/18
Um ano
Passou quase um ano depois da última publicação neste blog.
O que mudou desde então? Quase um ano depois, tenho um mestrado terminado, tenho carta e carro, dois objectivos que sentia que estavam a bloquear a minha vida.
Um ano em que levei a tese para todo o lado que ia. Escrevi-a em todas as bibliotecas de Lisboa, na Madeira, no Alentejo,Copenhaga e Estrasburgo, antes e depois de ir trabalhar.
Uma etapa que terminou e que me deixa pela frente um mundo de possibilidades e tempo para voltar a escrever.
O que mudou desde então? Quase um ano depois, tenho um mestrado terminado, tenho carta e carro, dois objectivos que sentia que estavam a bloquear a minha vida.
Um ano em que levei a tese para todo o lado que ia. Escrevi-a em todas as bibliotecas de Lisboa, na Madeira, no Alentejo,Copenhaga e Estrasburgo, antes e depois de ir trabalhar.
Uma etapa que terminou e que me deixa pela frente um mundo de possibilidades e tempo para voltar a escrever.
26/03/17
A mão que embala o berço
A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo. E foram as mãos que me embalaram que anos mais tarde tricotaram o símbolo da resistência, para que eu nunca me esqueça que o lugar da mulher é onde ela quiser.
A verdade é que, as mãos que embalam o berço, são as mãos de mães e mulheres que têm em si o poder de educar para que daqui a alguns anos não seja preciso reivindicar absolutamente nada neste dia.
A verdade é que, as mãos que embalam o berço, são as mãos de mães e mulheres que têm em si o poder de educar para que daqui a alguns anos não seja preciso reivindicar absolutamente nada neste dia.
10/02/17
Cidade emprestada, cidade partilhada
Elas são como um furacão. Chegam e invadem Lisboa, trazem o sol e a chuva e as malas carregadas de ligações à terra.
Invadem a minha casa, a minha cama e o meu coração.
Chegam, fazem-se notar e deixam rasto em forma de arroz de verduras e soupa a arrefecer em cima do balcão.
São elas as melhores amigas que posso ter, sempre prontas a dar e a tirar a corda e a passar uma manhã na lavandaria a lavar roupa. A descobrir Lisboa a pé.
Chegam, impõem a ordem e metem os meus pés no chão.
E depois vão, e eu, por entre a saudade, restabeleço o meu equilíbrio.
Invadem a minha casa, a minha cama e o meu coração.
Chegam, fazem-se notar e deixam rasto em forma de arroz de verduras e soupa a arrefecer em cima do balcão.
São elas as melhores amigas que posso ter, sempre prontas a dar e a tirar a corda e a passar uma manhã na lavandaria a lavar roupa. A descobrir Lisboa a pé.
Chegam, impõem a ordem e metem os meus pés no chão.
E depois vão, e eu, por entre a saudade, restabeleço o meu equilíbrio.
24/01/17
Desejos
Os mês já vai no fim, mas para mim não há mês melhor ou pior para fazer balanços e pedir desejos. Todos os dias são de reflexão , todos os dias são oportunidades mágicas para que os nossos desejos se realizem.
Enquanto me demoro nas minhas reflexões, delicio-me com os desejos destas minhas pessoas de palmo e meio. Tão simples e concretos nos seus pedidos. Desejos tão ingénuos que nos arrancam um sorriso.
Espero que de alguma forma, os seus desejos se realizem.
Enquanto me demoro nas minhas reflexões, delicio-me com os desejos destas minhas pessoas de palmo e meio. Tão simples e concretos nos seus pedidos. Desejos tão ingénuos que nos arrancam um sorriso.
Espero que de alguma forma, os seus desejos se realizem.
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