21/02/13

Um lanche para duas



Às vezes penso que os meus braços conseguem abraçar o mundo todo. Sinto-o quando abraço cinco crianças ao mesmo tempo e não consigo respirar, sinto quando me cantam uma canção inventada na hora em que a letra só diz “gosto muito de ti, bia”, e senti esta Quarta-feira com a partilha de um lanche.

Já há algum tempo que partilhava o meu lanche com uma das meninas acompanhadas pelo projecto. Ontem, depois do turbilhão que foi a sessão com todos a quererem falar ao mesmo tempo e a pedir a minha atenção, sentei-me exausta na cadeira e, ao contrário da pergunta habitual “Bia, tens bolachas?”, olhou para mim com os seus olhos pequeninos cheios de piedade e perguntou: “queres metade da minha sandes?” Eu aceitei a metade que me coube daquela sandes que vinha tão bem embrulhada num guardanapo, e aquele pão ,que já estava duro depois de um dia inteiro esquecido dentro da mochila, conseguiu fazer com que ficasse novamente bem-disposta.
A sandes foi dividida cuidadosamente em duas metades e, sentadas no degrau da porta, selamos a nossa amizade com a partilha de uma sandes de queijo.Em silêncio, mais do que a sandes, saboreei eu a beleza desse momento.

Boa noite*

17/02/13

A espalhar um pouco de amor por Lisboa :)




Tudo começou com mais um Domingo criativo com a Francisca e com o Mias*


E depois os meninos do Rumos também quiseram ajudar e espalharam um pouco de amor pela Quinta do Lavrado


Para que não falte sorrisos, abraços, corajem e até fama! a ninguém :)

Boa noite*


23/01/13

Pequenas grandes conversas


No meio dos pequeninos redescubro um mundo que pensava já não existir, às vezes os adultos esquecem-se de muitas coisas e é bom ter alguém que nos relembre que não devemos levar a vida tão a serio. São as tímidas confissões,os conselhos pedidos a medo, os abraços dados nas pontas dos pés e os segredos que selamos com um cruzar de dedos.

Obrigada  aos meninos que me lembram que há sítios melhores, aqueles que moram na imaginação. Sítios onde, juntos, acreditamos que um dia vamos lá morar.

16/01/13

A ACA quer, os voluntários sonham, a obra nasce




A pouco e pouco a nossa sede vai sendo construída.Com a preciosa ajuda de todos os amigos e voluntários e com pequenos grandes gestos vão-se erguendo as paredes daquela que será a nossa "casa" onde não faltará inter-ajuda, alegria, partilha e, sobretudo, Boas Conversas!

A todos os que ajudaram um muito obrigada!

06/01/13

Aqui também se canta os reis!


Apesar do friosinho que só se sente nesta altura do ano, a cidade estava cheia de pessoas com os seus casacões todos coloridos que davam cor à cidade! De facto, a cidade convidava a sair e a esquecer o frio e eu conseguia senti-la com aquela felicidade genuína que se sente nos primeiros dias do ano!


E voilá! sou presenteada com um grupo que andava a cantar os reis de café em café! 

Feliz dia dos reis!









31/12/12

memórias e desejos















E o ano fica velho e vai ficando para trás, as memórias quase que já pertencem ao “ano passado”, um ano em cheio como todos os anos da minha vida, embora uns mais decisivos do que outros.
Um ano de fitas de finalistas e do encerrar de mais uma fase. Um ano cheio de amor, amor que recebi e amor que dei de olhos fechados, amor incondicional por quem partiu e já não volta, por quem partiu e eu corri atrás.
Foi este ano que me elevou o espírito por caminhos por mim desconhecidos  e acordou forças que estavam cá dentro adormecidas prontas para sair fazendo-me perceber que trago cá dentro mais do que aquilo que pensava.
 O ano em que larguei a mão daquela que me guiou na minha pequenez e me fez percorrer um novo caminho sozinha, um ano em que encontrei serenidade e paz interior mesmo quando tudo à minha volta entrava em erupção. Um ano que chorei e ri ao mesmo tempo ao partilhar memórias.
Foi este o ano em que descobri que é impossível empacotar três anos de vida em doze caixotes e disse adeus à casa que me viu chegar a um mundo novo aos 17 anos. O ano em que disse olá a novos colegas de casa, e aprendi a apreciar a companhia de um cão.
 Sorri mais do que chorei, deixei entrar pessoas novas no meu coração e não deixei sair algumas. Disse mais “olás” e menos “adeus”, disse “adeus” que foram “olás” e aprendi que é importante dizer que não, mas se dissermos “sim” mais vezes, coisas surpreendentes podem acontecer!
Descobri a felicidade num balde de pipocas e dentro de uma bola de Natal à meia-noite no Rossio, a mesma felicidade numas meias quentinhas depois de uma caminhada à chuva! E descobri que afinal sempre chegamos ao sítio onde nos esperam, mesmo que seja de uma outra forma, com outros sentimentos. Apercebi-me que se expandirmos o amor que temos, receberemos mais amor, se dermos abraços recebemos abraços e se sorrirmos mais as pessoas que passam parecem muito mais felizes.
Aprendi a não deixar para trás aquilo que quero fazer e parti sozinha para novas descobertas, num concerto, exposição, numa tarde ao sol,mas no meio de tudo isto percebi que a maior das felicidades é aquela que é partilhada!
Descobri a felicidade que há dentro de um doce de abobora, a felicidade de um abraço pequenino que nos espera, a felicidade de fazer a diferença na vida de alguém que ainda está a crescer e não sabe o que é o mundo.
Espero que o próximo ano vos surpreenda, que dancem à chuva e saltem nas poças de água que vão encontrando no caminho, que desenhem muito ou criem qualquer coisa a que possam chamar de vossa, que beijem alguém que vos ache bonita e que caiam num abraço sem fim, que lutem por um amor que achem impossível, e que dêem sempre aquilo que querem receber. Oiçam boa música, mas cantem funky e pimba se isso vos alegrar, inventem músicas que só vocês conhecem com letras que não fazem sentido, dancem como se ninguém vos estivesse a ver. Criem projectos que nunca pensaram ser possíveis, falem com o desconhecido do autocarro ou com a senhora da porta em frente que se sento só.
E surpreendam-se a vocês mesmos neste novo ano, porque a vida são dos dias!

Obrigada a todos os que fizeram do meu 2012 um ano tão bom!